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O caso
Além do vídeo de 60 segundos
No fim do século XIX, o fósforo branco permitia produzir palitos que acendiam por atrito em diferentes superfícies. Nas oficinas quentes e pouco ventiladas, trabalhadoras permaneciam expostas aos vapores por longas jornadas.
A intoxicação crônica podia evoluir para necrose e osteomielite da mandíbula, condição conhecida como phossy jaw. A greve das Matchgirls de 1888 conquistou melhorias trabalhistas, mas a proibição britânica só entrou em vigor em 1910.
Pontos verificados
O que os documentos mostram
- O fósforo branco foi usado nos chamados fósforos que acendiam em diferentes superfícies.
- A exposição ocupacional prolongada esteve associada à necrose da mandíbula e à osteomielite crônica.
- Aproximadamente 1.400 trabalhadoras da Bryant & May participaram da greve de julho de 1888.
- A lei britânica foi aprovada em 1908 e suas principais disposições entraram em vigor em 1º de janeiro de 1910.
Cronologia
Como a história se desenrolou
O fósforo branco se difunde na fabricação de fósforos de atrito.
Cerca de 1.400 Matchgirls abandonam a Bryant & May e conquistam melhorias.
O Parlamento britânico aprova a lei de proibição dos fósforos de fósforo branco.
As principais disposições da proibição entram em vigor no Reino Unido.
Roteiro narrado do episódio
Este fósforo custava centavos. Mas o verdadeiro preço era pago pelo rosto de quem o fabricava. No século dezenove, fábricas usavam fósforo branco para criar palitos que acendiam em qualquer superfície. Era barato e eficiente — para os donos. Nas oficinas, operárias respiravam seus vapores. A exposição prolongada podia começar com dor de dente e feridas que não cicatrizavam. Depois, o osso da mandíbula entrava em necrose. A doença ficou conhecida como phossy jaw. Em 1888, 1.400 trabalhadoras da Bryant & May abandonaram a fábrica. A greve melhorou salários e condições, mas o veneno continuou sendo usado. No Reino Unido, a proibição só entrou em vigor em 1910. Elas provaram que um produto barato pode esconder um custo humano absurdo.
Fontes primárias e institucionais


