Episódio 002 · Trabalho & Justiça

Radium Girls: o brilho que matava

Jovens afinavam pincéis com os lábios enquanto a empresa dizia que o rádio era seguro.

Disponível02 ago · 19h305 min de leitura

O caso

Além do vídeo de 60 segundos

A partir de 1917, jovens trabalhadoras pintavam mostradores de relógios com tinta luminosa à base de rádio. Para formar pontas finas, eram instruídas a levar o pincel aos lábios.

Quando adoeceram, enfrentaram anos de negação e pressão. A luta das Radium Girls tornou-se um marco para a responsabilidade empresarial e os direitos de trabalhadores expostos a riscos.

Pontos verificados

O que os documentos mostram

  • As pintoras ingeriam rádio repetidamente durante o trabalho.
  • O material se acumulava nos ossos e provocava doenças devastadoras.
  • Cinco trabalhadoras chegaram a um acordo judicial em 1928.
  • O caso ajudou a fortalecer padrões de proteção ocupacional.

Cronologia

Como a história se desenrolou

1917

Começa a produção de mostradores luminosos em Nova Jersey.

1922

Aparecem casos graves de necrose e câncer entre trabalhadoras.

1927

Cinco mulheres processam a United States Radium Corporation.

1928

O acordo reconhece compensações e cuidados médicos.

Roteiro narrado do episódio

Elas lambiam pincéis radioativos porque a empresa jurava que era seguro. Jovens trabalhadoras pintavam relógios luminosos e afinavam os pincéis com os próprios lábios. O brilho escondia uma contaminação fatal. Quando seus corpos começaram a falhar, as empresas negaram o risco. Cinco mulheres decidiram lutar — e ajudaram a mudar a história da segurança no trabalho.

Fontes primárias e institucionais

Continue a investigação

  1. U.S. National Archives — The Radium Girls
  2. Smithsonian — Radium Women
  3. National Park Service — Community Update